Depois de o presidente Luiz Gonzaga Belluzo endurecer o jogo com o Flamengo, afirmando que ouvirá propostas de outros clubes caso os rubro-negros insistam em não incluir jogadores na negociação por Vagner Love, o vice de futebol do Palmeiras, Gilberto Cipullo, ironizou a discurso do atacante, que usa a agressão que recebeu de torcedores como justificativa para deixar o Palestra Itália. Cipullo lembrou que o ambiente na Gávea também não costuma ser dos mais calmos.
– As pessoas falam da violência de palmeirenses, mas a torcida do Flamengo invadiu o CT do clube faz mais ou menos um ano, jogou bomba nos atletas. Agora, as coisas só mudaram por causa do título – disse o dirigente, em entrevista à Rádio Bandeirantes.
“Minha impressão é que essa negociação não será fácil nem será realizada em um tempo curto. Vai levar mais tempo, é preciso paciência para que não cause prejuízo ao Palmeiras”, projetou Belluzzo nesta quarta-feira, em entrevista à rádio Jovem Pan.
Vagner Love foi apresentado em setembro como principal reforço para a reta final do Brasileiro. Assinou contrato até a metade de 2010 (ele ainda pertence ao CSKA, da Rússia). No entanto, seu baixo aproveitamento no Nacional e a queda coletiva da equipe resultaram em grande pressão sobre o atacante.
A invasão a que se refere Cipullo aconteceu no segundo semestre de 2008, quando o Flamengo ficou 11 jogos sem vencer no Campeonato Brasileiro, depois de liderar a competição. Naquela ocasião, torcedores entraram no gramado da Gávea, que é a sede social do clube (e não o CT, que fica em Vargem Grande), e soltaram bombas. Em 2002, depois de o clube fracassar na Libertadores, a Gávea também foi palco de vandalismo. Em 2004, jogadores foram agredidos no aeroporto depois de uma goleada de 6 a 1 imposta pelo Atlético-MG na reta final do Brasileiro.
Via: GloboEsporte.com