Camisas do Palmeiras

Palmeiras quer aproveitar ascensão para lucrar com uniformes


12/08 Publicado em Notícias do Palmeiras por Davidson ás 12:11 pm |Permanlink|

Atual campeão paulista e um dos favoritos para ficar com o título brasileiro, o Palmeiras quer se aproveitar da atual retomada de sucesso para atrair lucros. A nova arma do clube para maiores rendimentos é o uniforme. O contrato assinado com a Adidas em 2006 se encerra em dezembro, e a diretoria já tem em mãos três propostas para trocar o fornecedor de material esportivo.

Olympikus, Puma e Penalty são as marcas postulantes a ficar com as vestimentas alviverdes a partir de janeiro. As três passaram por uma primeira fase de concorrência, quando todas as empresas interessadas deveriam enviar envelopes no qual definiam os limites de suas propostas.

Aprovado nessa etapa, o trio deu mais detalhes sobre seus planos em apresentações a um grupo gestor criado pelos palmeirenses especialmente para a questão. Após analisarem os projetos, os dirigentes terão de comunicar a Adidas o que consideraram mais lucrativo para o clube – no contrato estabelecido há dois anos, a empresa alemã assegurou preferência se igualar a maior oferta.

Ainda cautelosas em relação à negociação, nenhuma marca confirma os valores, mas sabe-se que a Olympikus foi a responsável pela melhor proposta ao oferecer R$ 8 milhões anuais, mais do que o dobro dos R$ 3,5 milhões pagos pela Adidas a cada temporada. A empresa brasileira já mandou confeccionar um uniforme para conquistar os palmeirenses. A Penalty limita-se a dizer que tem uma oferta maior do que é desembolsado pela atual fornecedora, enquanto a Puma permanece silenciosa.

Enquanto não recebe uma comunicação oficial do Palmeiras, a Adidas avisa que não vai se pronunciar sobre o assunto, apenas garantindo o interesse de manter a parceria com a equipe do Palestra Itália. A expectativa de todos os envolvidos é que a definição seja anunciada no final de agosto.

Seja qual for a empresa escolhida, o grupo gestor que cuida do assunto assegura que os lucros não serão medidos apenas com o dinheiro oferecido pelas candidatas. O clube quer ouvir estratégias de marketing que deixem os produtos oficiais atrativos ao público do futebol e com melhor distribuição nas lojas de todo o país – a Adidas foi muito criticada pela dificuldade que os torcedores encontraram para comprar a camisa “verde-limão”.

A parte financeira é muito importante, os clubes dependem muito disso hoje em dia, mas também vamos analisar outros aspectos”, explica à Gazeta Esportiva.Net o vice-presidente Paulo Nobre, um dos participantes do grupo que decidirá o novo fornecedor de materiais esportivos.

É muito importante a empresa oferecer não só um uniforme de muita qualidade, mas que também tenha agilidade no fornecimento de material e nas eventuais mudanças, como com novos patrocínios, já que o futebol é muito dinâmico. E é interessante ter uma linha mais popular para o torcedor de menor renda, com um preço completamente diferente para ‘matar’ o material pirata. Não adianta prender o cambista, porque vem outro e toma o seu lugar. Tem que se educar o torcedor a não comprar o material pirata”, prega Nobre.

Apesar de enumerar as qualidades que pretende ver na marca que atenderá ao Palmeiras a partir de 2009, o cartola aponta que o trabalho realizado pela Adidas em dois anos e meio satisfez a cúpula e, por isso, a permanência da empresa alemã também agradaria aos dirigentes.

A primeira novidade deles, com a camisa cinza, não fez muito sucesso, mas a verde-limão e a verde escura de agora, que ficou fantástica, viraram uma febre”, elogia o vice-presidente, tentando justificar as falhas na distribuição dos uniformes.

Às vezes, o fornecedor não acredita que a procura vai ser tão grande e acaba não fazendo um número que atenda a demanda. Mas conversamos com a Adidas e eles já fizeram até os modelos infantis e femininos no modelo verde escuro, que eram uma exigência muito grande da nossa torcida”, conta. “A Adidas já esteve no Palmeiras nos anos 70 e 80. Hoje os tempos são outros e eles estão se adaptando. Têm totais condições de continuar no clube”, assegura.

A concorrência no Palmeiras é cristalina. Por ser grande e ter muita visibilidade, o Palmeiras recebeu muitas propostas e fiquei satisfeito por ver que os nossos produtos são tão cobiçados. Quem chegar com a melhor proposta dentro do que o Palmeiras planeja vencerá esta disputa”, finaliza Paulo Nobre.

Via: GazetaEsportiva.Net

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